É na madrugada languida
que falo, com o meu subconsciente..
Enclino-me sobre a vela amarelecida
e meio morta
e em tom sarcástico
sorriu...
Lá fora a neblina espreita...
As vidraças da minha casa empobrecida
pelo tempo e pelas vozes de crianças
não reagem pelo medo
de sofrer...
Ninguém fala, nem se ouve...
Apenas o arvoredo lá fora
se agita..
O relógio bate a meia-noite
do monte que se avista ao longe
e o meu coração
grita SÓ!
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