sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sombria

Sombria segues sem vida
o auto do teu destino
uma vida sem guarida
que faz-te perder, o tino...

Sombria arrastas os pés
com os ombros caídos, de frio
caminhas de lés-a-lés
sobre as pedras, do rio...

E na tua noite sem fim
não deixas entrar a esperança
na festa do arlequim
há sempre a hora, da bonança....

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