Tinhas a cabeça cheia de esperança, que um dia, irias dar a volta por cima...
Sonhaste dia a dia com aquele encontro, que mudaria a tua vida para sempre....
Na tua essência o teu coração voava para bem longe, da vida pobre e desesperada que sempre tiveste....
Bondade, tremor ou ilusão, a qualquer momento tu sentirias, que o amor, vinha ao teu encontro dando-te vida e doçura...
Seguiste cabisbaixa puxando as alpercatas quase desfeitas, para que pudesses andar sem ires descalça....
E naquela esquina estava alguém que ao longo dos anos te escrevia quase em segredo, sem que soubesses quem era o desconhecido, que tanto te queria conhecer....
Um homem de estatura elevada, olhos verdes e de semblante luminoso te disse um olá e o teu corpo trémulo de emoção, envergonhado pela sua pobreza quase que não reagiu ao seu cumprimento....
Olá, tu disseste quase a medo....
António assim se chamava aquela personagem que trazia um bilhete amarfanhado pelo tempo dando-te conta, que no passado teus pais te tinham abandonado á tua sorte, e agora vinham-te compensar teus dias árduos..
António era um amigo que sabendo da tua história se foi apaixonando por ti, e agora com a morte de teus pais, corria para os teus braços, para te dar a plena felicidade....
Ana, não teve palavras para louvar aquela felicidade que o destino lhe tinha reservado.
O sonho de um dia poder ser feliz começava nos braços de António....
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