quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AMORES IMPOSSÌVEIS

A tarde cinzenta do mês de Dezembro caía lentamente....
O fim dum grande amor avistava-se e ás três horas da tarde as nossas mãos a medo, despediram-se com um longo olhar de interrogação?
Os nossos lábios mudos e inquietos, em busca dum louco beijo, quedaram-se, e tal como quem assiste há descida dum corpo há terra, o nosso silêncio, foi sepulcral.
Até breve, ouvi da tua boca o sussurrar duma vida inacabada...
Enquanto descia as escadas, o meu ego explodiu e travou-se dentro de mim, uma batalha infernal...
Porquê? Com que direito voltava as costas há felicidade e deixava que as nossas vidas se afastassem sem uma explicação mútua?
Cambaleante, sentei-me, a custo, num banco do jardim e olhando o lago dos cisnes, afundei o olhar naquelas águas tranquilas e recordei..............!
Era um fim de tarde. A Primavera começava a pespontar no horizonte e naquela tarde impulsiva,  numa apresentação formal, um pouco a medo.....começava-mos a aprender a amar.........!

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