Alheamento, distância
pensamentos vagos
no horizonte
sem fim
arrefecemos
paramos, um pouco
na roda viva
desta vida
incolor
e procuramos, no espaço
uma luz
um sorriso
uma quimera
um não sei, o quê?
Um pouco quêdos
deste espírito, abstracto
divagamos
pensamos
amamos
o insólito
dos nossos segredos
que a nós, pertence
como se um brinquedo
fosse
mas que nos agarramos
como tábua de salvação
por esta vida
que levamos....
Errante, sombria
não sei o bem
talvez que o trilho
dos nossos ideais
dos nossos sentidos
apurados
ou não
nos conduza
a sonhar
sempre a sonhar
sonhar
por quem nos estende
a mão....!
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