Uma lágrima teimosa, rolou das tuas faces
enrugadas pelo tempo
pela vida
por um destino sem destino
que se apoderou
de ti...
Tal como um farrapo humano, tu te entregaste
ao infortúnio
há desgraça
de não saber o saber
sobre uma vida, errante...
Quem és tu, corpo humano sem alma
que vieste a um mundo
sem sorte
sem família
para amar....
Foste feito numa noite, de trovoada
em que o medo
travou o ímpeto
duma mãe, que há força
se fez mãe, sem amor...
Pobre de ti, hoje, um velho sem forças
sem esperança
sem dor
porque há muito se perdeu
todo o teu, esplendor....
E lá caminhas, sozinho
por entre as ruas
desertas
o teu companheiro, é o vinho
porque as portas, não estão abertas....
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