Quem és tu esperança vã
que albergas dentro de mim
toda a sede dum desejo
de ser o principio, dum fim?
Qual o fim que nos conduz
quando a meta, não tem limites
de sofrer, nossa cruz
e falas tu, estamos quites...!
Pudera, tiveras tu
este mal estar, de vida
de não saber a verdade
desta vida sem guarida...
Percorro diariamente
as ruas do meu País
há procura, de não sei o quê
que me faz doer, o nariz..
Minha alma anda vadia
neste corpo, sem conserto
só vejo a luz, do dia
tudo mais, é um deserto....
E falas tu em esperança
mas eu, já não tenho tempo
para tê-la dentro de mim
porque morro, no meu tormento...
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