quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PALAVRAS SEM EIRA NEM BEIRA

Olhas o imenso, mar
como contemplando
a tua vida
devastada
pelo tempo
por uma era
que apenas
tu
querias brilhar
sem que nada
nem ninguém
te ofuscasse
tua presença...

Como eras comediante
dum teatro
que inventavas
porque
a estrela
eras tu
e perante
os outros
um pedante
te tornavas
sem sentido
nem senso
tu aos outros, te esticavas

Pobre de ti
tenho pena
porque agora
nada és
da estrela
que inventavas
passas
a ser
um simples
Zé...

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