Sou a noite que descobre, a verdade
duma vida, que se encontra, incompleta
talvez
por não ter tido
mocidade
e o destino
ser apenas, uma meta
Sou um ente entre os mortais
que se mistura
no dia a dia, a descobrir
se o atalho
para onde em vou
é certo
ou então, tenho que partir
Sou um elo entre os pobres
famintos duma vida
sem cor
escudando-se
na incerteza
num momento
numa hora, de amor
E vou assim prosseguindo
esta vida fria
e sem cor
quando a alma
se encontra
só
só o amor é dono, dum grande amor.
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