Se desejas um filho
não faças dele, teu baluarte
ele é uma graça
aqui e em toda a parte
Ele é teu, mas não és, seu dono
não podes dispor dele
nem criá-lo
ao abandono
Há leis e tens que cumprir
para ele ser, alguém
a sua sorte, surtir
e a tua sorte, também
E se a tua vida for alterada
por uma, separação
não incluas, os teus filhos
quer queiras, ou não
Neste momento, vê-se
gente a morrer com os filhos
mas se gostas, deles
não os metas, em sarilhos
Será egoísmo ou loucura
arrastar, os filhos, para a morte
mas dá-los tem mais doçura
que anular a sua sorte
Vê a vida por outro prisma
porque há sempre alguém, que nos queira
uma nova relação
há sempre, há nossa beira
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