domingo, 28 de fevereiro de 2016

PERGUNTEI Á SORTE


Perguntei á sorte
qual era o seu destino
disse-me, não tenho norte
minha vida
é um desatino

Perguntei á vida
qual o caminho
traçado
ela me sorriu
um pouco, desgovernado

Perguntei ao vento
o porquê, da sua velocidade
disse-me
a tremer
porque não sei, a minha idade

Perguntei ao SOL
porque é, tão abrasivo
queimando os corpos
rasgados
sem aditivo

E neste perguntar
perguntei, a me mesmo
porque te quero
amar
a todo esmo


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