Perguntei á sorte
qual era o seu destino
disse-me, não tenho norte
minha vida
é um desatino
Perguntei á vida
qual o caminho
traçado
ela me sorriu
um pouco, desgovernado
Perguntei ao vento
o porquê, da sua velocidade
disse-me
a tremer
porque não sei, a minha idade
Perguntei ao SOL
porque é, tão abrasivo
queimando os corpos
rasgados
sem aditivo
E neste perguntar
perguntei, a me mesmo
porque te quero
amar
a todo esmo
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