que esta carcaça, doente
vegete, no anonimato
para não ficar ausente
do sabor do meu palato
Deixa
que a vida consuma
tudo aquilo, que ela quer
desfazer a alma
nos braços, duma mulher
Deixa
que o infinito
seja dono, de mim
para dar, um grito
que eu sou, mesmo assim
Deixa
que as madrugadas, languidas
me deem, um abraço
para esquecer, as tramas
daquilo, que tanto passo
Deixa
e deixa
que este esqueleto, falante
não abra, nenhuma brecha
agora e de hora, avante
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