Eras a alegria, em pessoa
na tua mocidade, sem igual
nas festas de Lisboa
o herói de Portugal
Tudo em ti, era luz
e nas festas da cidade
o teu poder, reluzia
e não havia, maldade
Ajudavas toda a gente
que te batia á porta
até o indulgente
em que a cor, não importa
Marinheiro de água doce
hoje tens, pouco prestígio
a sorte abandonou-te
e hoje vives, do vício
É assim, a nossa sorte
quando não se tem, cabeça
nunca pensamos na morte
que é sempre, uma certeza
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