terça-feira, 1 de março de 2016

SEM-ABRIGO


Quando passo na calçada
vejo um sem-abrigo, com primor
vestido de trapos
mas com muito, rigor

Sorri a quem passa
sem nada pedir
nem que seja uma carcaça
ele continua a sorrir

O seu porte é de estrangeiro
de que País, não sei
não pede dinheiro
mas mesmo assim, eu dei

Sentado no chão, sobre cartões
molhados
vai enchendo sua saca
daquilo, que lhe dão, aos bocados



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