Fala-me de ti, de ti amor
que tanto te quero
tu és o meu senhor
e só por seres humano, não te venero
Fala-me dos teus sonhos
dos teus ideias, de criança
e na tua juventude
tu perdeste, essa esperança
Não te peço mais
para me falares de ti
quero te amar, no meio dos mortais
pois todo o resto, eu sobrevivi
E nesta velhice exprimida
já não há nada a falar
nossa vida foi vivida
no tempo, do verbo amar
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