segunda-feira, 4 de abril de 2016

O ARQUIVO DA MINHA MENTE


Pela cálida da noite
eu me esguio
e entro
no arquivo, da minha mente
abro gavetas
fecho gavetas
e a desarrumação
consente

Ao abrir uma gaveta
desta mente
envelhecida
eis que caí
amarelecida
uma missiva
de amor
que talvez, ficou esquecida..!

As palavras, já não têm
porque a tinta
desapareceu
pelo tempo
pela chuva
ou pelo esquecimento
que um dia
se perdeu

E num canto
mais abaixo
eu descubro
OH MEU DEUS
umas letras
pequeninas
que me diziam
adeus

Recorri ao arquivo
desta mente
tão velhinha
e
lembrei-me
de repente
que esta lembrança
era minha

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