sábado, 28 de maio de 2016

TERRAMOTO DE DUAS VIDAS

e Marquês de Pombal disse, após o terramoto de Lisboa
   é preciso enterrar os mortos e cuidar dos vivos"


Quando as nossas vidas, defraudam
não há inquérito possível
de responder, á causa
o tempo é insanável
e não podemos chegar, á valsa

Tudo em redor, é irresolvível
mas temos, que atuar
a vida é uma constante
neste mundo, discutível
que devemos, abraçar

O terramoto, aconteceu
nada deixou, em nossa vidas
é preciso
erguer
nossas diferenças, vencidas

Arregaçar as mangas
pedra por pedra
construir
os alicerces, profundos
que um dia, vão porvir

Nada acontece, por acaso
pois pode estar
escrito
que um partir de um vaso
não é um momento, maldito







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