sábado, 15 de outubro de 2016

NO CALOR DA NOITE



Quando
no calor da noite
a almofada
é a única
companhia
de alguém
e o corpo
se enrola nos lençóis
combatendo a insónia
que não para
a razão
fica adormecida
e o desespero
dispara

Quando
o viver duma paixão
é doentia
e julgamos
ser capacho
de alguém
a mente
gira
gira
e no bulício
dum dia
soluçamos
gritamos
porque cremos, ir, mais além




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