sábado, 5 de novembro de 2016

HOMEM SOLITÁRIO

Por entre as vidraças
da minha casinha
humilde
a chuva, bate lá fora
e eu olho, o firmamento
como se eu
fosse embora

Duas lágrimas teimosas
lavam
meu rosto
ferido
por esta vida
sem norte
por um caminho, sem sentido

Quis ser forte
no passado
os bailaricos
foram
minha pena
ao trocar, um amor
por uma, dezena

Era
um doidivanas
vaidoso
por sistema
não queria
amar
era o meu, grande tema

Hoje estou
arrependido
de não criar
um lar
estou pobre
envelhecido
e com esta pena, vou andar

Sem comentários:

Enviar um comentário