segunda-feira, 21 de novembro de 2016

NATAL EM DESALENTO

Eis que chega o NATAL
com muitos presentes
e abraços
mas esqueceram
o ano
entre tragédias
e estilhaços


E tu
que as noites vazias
e os dias, sem conta
contaste
esquecida, pela família
deves ser ouvida
nesta onda, de folia

Quem sou eu?
Quem és tu?
que ao longo do ano
não tiveste, um telefonema
para esta velha???
não tiveste tempo
vê, não revires, a sobrancelha

Que importa, ter
um NATAL
cheio de risos
e presentes
vocês, esquecem
o meu mal
porque vivem, ausentes

NATAL é todos os dias
desde Janeiro
a Dezembro
e é
nas noites frias
que de vós
eu me lembro

Não sou
um trapo velho
esquecido
a um canto
sou vossa mãe
vossa irmã
que vive, em desalento






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