NÃO
não peço perdão
por aquilo que sou
acusada
tinha fome
roubei um pão
queria matar
esta malvada
Percorri ruas
caminhos
estradas
desertos sem fim
bati portas
pedi esmola
e ninguém
olhou para mim
Todos me voltaram
as costas
e sobre um riso
de desdém
gritaram bem alto
esfarrapada!
TU NÃO PERTENCES A NINGUÉM!
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