O pensamento percorre ao longo do seu caminho, infindáveis avenidas sem origem ou destino .Deriva, regride e faz pausas sem vontade premeditada. Lança as suas teias de vontades definidas e inconstantes, buscando soluções anatómicas, á sua própria vontade, pairando entre o máximo e o nada absoluto.
Transforma sonhos em realidade, rotinas milenárias em aventuras burlescas, fantasmagórico irreais, e assustadores.
Torneia dificuldades sempre sentidas e com suavidade duras penas que apenas nos dão penas.
Transformar o mendigo em milionário .
Dá luz aos cegos visionários é dar força aos iluminados.
E sempre, a quem se propor, achar as razões deste comportamento, de percurso assinalado, traz gerações de atraso nessa busca incessante, através de outros pensamentos e ações programadas.
É que o pensamento vagueia como eco no meio da tempestade, como destroço em mar revolto, sem direção definida.
Não se vê, nem se anuncia, não se prende nem se manda; apenas se sente o presente como o imaginável grandioso, que habita no consciente, de toda a gente.
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