quarta-feira, 17 de setembro de 2025

PEDAÇOS DA VIDA

Lentamente subimos a calçada da vida

com os pés presos, em atilhos da alma

a vida nem sempre é mãe

para quem, não se acalma 


Nascemos, crescemos, por vezes

sem destino certo

no meio duma família

que atravessa o deserto 


A fome é companheira

e as tábuas da vida 

sua herdeira


Para quê julgar os outros

nós que nascemos em berço de ouro

em berços, enfeitados

de laços, cor de rosa

  

Olhamos ou outros 

com uma certa altivez

mas não sabemos, se o destino

nos maltrata outra vez 

 

A vida é uma nora

que gira, gira sem parar

abre uma história 

para uma volta nos dar


Vê quem está a teu lado

talvez, seja sempre  um pobre coitado

ajuda, no que podes

para não viver ignorado!

Sem comentários:

Enviar um comentário