Lentamente subimos a calçada da vida
com os pés presos, em atilhos da alma
a vida nem sempre é mãe
para quem, não se acalma
Nascemos, crescemos, por vezes
sem destino certo
no meio duma família
que atravessa o deserto
A fome é companheira
e as tábuas da vida
sua herdeira
Para quê julgar os outros
nós que nascemos em berço de ouro
em berços, enfeitados
de laços, cor de rosa
Olhamos ou outros
com uma certa altivez
mas não sabemos, se o destino
nos maltrata outra vez
A vida é uma nora
que gira, gira sem parar
abre uma história
para uma volta nos dar
Vê quem está a teu lado
talvez, seja sempre um pobre coitado
ajuda, no que podes
para não viver ignorado!
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