Alheamento, distância
pensamentos vagos
no horizonte, sem fim
arrefecemos
paramos, um pouco
na roda viva
desta vida
incolor
e procuramos no espaço
uma luz
um sorriso
uma quimera
um, não sei o quê
Um pouco quêdos
deste espírito, abstrato
devagamos
pensamos
amamos
o insólito
dos nossos segredos
que só a nós, pertence
como se brinquedo
fosse
mas que nos agarramos
como tábua de salvação
para esta vida, que inventamos
Errante
sombria
não o sei, o bem
talvez que o trilho
dos nossos ideais
dos nossos sentidos
apurados
foram em vão
não conduz
ao sonho
sempre a sonhar
sonhar
por quem nos estende, a mão!
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