Por estreitos caminhos
por atalhos, sem fim
o ser humano
muitas vezes procura
numa evasão
desmedida
um remédio, para a sua cura
Sem alcance, possível
sem palavras
medidas
ele segue a caminhada
sem vontades
que já foram
perdidas
Perdido no mato
sem bússola
para se orientar
ele esquece
tudo
e no pensamento
não quer voltar
No seu horizonte
tudo escurece
não há mensagens
de amor
e até a ilusão
já foi queimada
por falta de ardor
É o fim do principio
dum ser humano
queimado
pelo tempo
agora segue
o desengano
num longo tormento
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