Só
e na ânsia louca de viver
procurei-te em vão
de bar em bar
andei bebendo
e, em troca
do teu rosto
meu corpo
andou
de mão em mão
Quanta miséria
e angustia
meu corpo foi olhado
por todos
e para todos
fui objeto
desnudado
caindo a meus pés
o insurreto
abandonado
Voltei a casa
a esse humilde quarto
catre vazio
em que nem uma nesga
de Sol
o possa aquecer
encontrando a solidão
Fechei os olhos
cansada
cansada
por adormecer
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