quinta-feira, 7 de novembro de 2024

OBJETO HUMANO

e na ânsia louca de viver

procurei-te em vão

de bar em bar

andei bebendo

e, em troca 

do teu rosto

meu corpo

andou

de mão em mão


Quanta miséria

e angustia

meu corpo foi olhado

por todos

e para todos

fui objeto

desnudado

caindo a meus pés

o insurreto

abandonado

Voltei a casa

a esse humilde quarto

catre vazio

em que nem uma nesga

de Sol

o possa aquecer

encontrando a solidão

Fechei os olhos

cansada

cansada

por adormecer




 

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