quinta-feira, 7 de novembro de 2024

REVOLTA

REVOLTA

Eu chamo a tudo aquilo

que esperávamos ter

e nunca o destino se fez irmão

Eu chamo a todos que me cercam

com desdém nos seus sorrisos

mórbidos e sem calor

Eu chamo aos dias que se vão envelhecendo

sem que uma nesga da minha janela

solitária

deixe entrar

um pouco de Sol

Eu chamo aos pés descalços

a tiritar de frio

sem terem uma mão

para os aquecer

Eu chamo a este mundo sem amor

que de festa em festa 

procura a embriaguez

do espirito

para não esquecer

que existe no pobre

e no coração do rico

uma palavra que se chama

DONA REVOLTA


 

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