REVOLTA
Eu chamo a tudo aquilo
que esperávamos ter
e nunca o destino se fez irmão
Eu chamo a todos que me cercam
com desdém nos seus sorrisos
mórbidos e sem calor
Eu chamo aos dias que se vão envelhecendo
sem que uma nesga da minha janela
solitária
deixe entrar
um pouco de Sol
Eu chamo aos pés descalços
a tiritar de frio
sem terem uma mão
para os aquecer
Eu chamo a este mundo sem amor
que de festa em festa
procura a embriaguez
do espirito
para não esquecer
que existe no pobre
e no coração do rico
uma palavra que se chama
DONA REVOLTA
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