Era amarelo
cantava lindamente
no seu poleiro
feliz
mais um dia
triste
dia
já não o ouvi
cantar
a sua alegre, sinfonia...
a um canto
como se fora
uma palha
o seu corpo
ressequido
aguardava
uma mortalha
Tal como nós
seres humanos
racionais
muitas vezes
não tanto
morremos
simples mortais
em qualquer
lado
a um canto
porque quando a vida se perde
mesmo a mexer, os pés
somos como um morto vivo
que não tem, mais és!
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