quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PREGUNTAS À VIDA

Vezes sem conta
perguntei á vida
qual o meu destino
onde me encaixou
sei
que sou um libertino
mas meu coração
eu dou

Vezes sem conta
perguntei á vida
se podia
ser feliz
ela não me respondeu
ficou calada
e eu triste, fiquei
como um petiz

Vezes sem conta
na calada da noite
tentei
espreitar
o seu refúgio
mas fiquei
quedo
como um marujo

Nada eu sei
nem tenho
esperança
que ela
 me receba
para me ouvir
sinto-me, uma criança
que só quer, sorrir

Sem comentários:

Enviar um comentário