Vezes sem conta
perguntei á vida
qual o meu destino
onde me encaixou
sei
que sou um libertino
mas meu coração
eu dou
Vezes sem conta
perguntei á vida
se podia
ser feliz
ela não me respondeu
ficou calada
e eu triste, fiquei
como um petiz
Vezes sem conta
na calada da noite
tentei
espreitar
o seu refúgio
mas fiquei
quedo
como um marujo
Nada eu sei
nem tenho
esperança
que ela
me receba
para me ouvir
sinto-me, uma criança
que só quer, sorrir
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